quinta-feira, 23 de julho de 2026

BRASIL SE DESPEDE DE "BARRETÃO" (vídeo)


 O lendário produtor, diretor e fotógrafo do cinema brasileiro Luiz Carlos Barreto, o Barretão, morreu aos 98 anos na madrugada de quarta-feira, 22 de julho de 2026, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Copa Star tratando uma infecção pulmonar decorrente de uma pneumonia. 

O velório aconteceu na quinta-feira, 23 de julho de 2026, no Palácio da Cidade, localizado em Botafogo no Rio de Janeiro. Foi aberto ao público. Fãs, amigos e familiares compareceram das 11 às 14 horas para prestar as últimas homenagens a um dos maiores nomes do cinema nacional. O corpo foi encaminhado para o Memorial do Carmo, no Caju, em uma cerimônia restrita à família onde foi cremado.
Luto Oficial: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou luto oficial de três dias em reconhecimento à sua gigante contribuição à cultura nacional. 
Legado no Cinema Nacional
Barretão foi um dos maiores pilares do Cinema Novo e da modernização do audiovisual no Brasil. Fundador da produtora LC Barreto, ele esteve envolvido em mais de 100 produções ao longo de seis décadas. 
Entre os seus marcos mais famosos destacam-se:
Grandes Clássicos: Assinou a direção de fotografia de obras-primas como Vidas Secas (1963) e Terra em Transe (1967). 


Sucesso Histórico de Bilheteria: Produziu Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), um dos filmes mais assistidos da história do país. 


Indicações ao Oscar
: Levou o Brasil duas vezes à disputa do Oscar de Melhor Filme Internacional com O Quatrilho (1995) e O Que É Isso, Companheiro? (1997).
 


Articulação Política
: Foi peça-chave nos bastidores de Brasília para a criação de leis de incentivo e do arcabouço institucional do setor, ajudando a estruturar a Embrafilme e, posteriormente, a ANCINE.