segunda-feira, 17 de agosto de 2026

A HISTÓRIA DE ANA RAQUEL DA TRINDADE QUE MATOU UM HOMEM PARA TER SUA LIBERDADE!

 Ela não acordou um dia e decidiu matar um homem com 12 tiros. Antes daquele dia, ela passou meses presa em um ciclo de violência, foi dopada, violentada, mantida acorrentada e obrigada a suportar outros homens. Quando finalmente conseguiu fugir, ainda passou cerca de um ano e meio sendo perseguida. E, mesmo depois de pedir ajuda repetidamente, ninguém conseguiu impedir que ele chegasse até ela novamente.


A história de Ana Raquel Santos da Trindade começou em 2013, quando ela conheceu Renato Patrick Machado de Menezes em Florianópolis. Ele a convidou para trabalhar como massoterapeuta em um spa que mantinha em Curitiba, e ela aceitou.

Mas, quando chegou ao local, descobriu que aquele spa era, na verdade, uma casa de prostituição.

Segundo o relato apresentado por Ana no processo, Renato a dopou, a trancou em um quarto e praticou violência sexual contra ela. Depois, passou a obrigá-la a se submeter a outros homens. Ela contou que era mantida presa, chegou a ficar acorrentada dentro do quarto e passava dias sem comer.

Ana tentou fugir, mas ele usava uma ameaça devastadora para mantê-la sob controle: dizia que mataria o filho de 4 anos dela e outros familiares caso ela fosse embora.

Depois de aproximadamente seis meses, ela conseguiu escapar e voltou para Florianópolis.

Só que o pesadelo não terminou.

Durante cerca de um ano e meio, Renato continuou perseguindo Ana. Ela registrou 20 boletins de ocorrência contra ele. Só na Delegacia da Mulher foram 15 registros: oito relacionados a violência sexual, três a tentativas de assassinato e quatro a ameaças de morte. Ela também pediu uma medida protetiva, mas teve o pedido negado.

Com medo, Ana colocou grades, cerca elétrica e reforçou a segurança da casa. Mesmo assim, Renato continuou aparecendo.

Cerca de dez dias antes do crime, depois de mais uma invasão, ela decidiu comprar um revólver calibre .32 para se proteger.

Então chegou 16 de novembro de 2014. Ana estava em casa quando ouviu alguém forçando o portão.

Era Renato.

Segundo a versão apresentada por ela, ele entrou novamente em sua propriedade e a ameaçou. Ana correu até o quarto, pegou a arma que estava escondida embaixo do colchão e disparou.

Foram 12 tiros. Nove atingiram Renato.

Ele foi socorrido, mas morreu aproximadamente duas semanas depois.

Ana foi presa e passou 24 dias no Presídio Feminino de Florianópolis. Dois anos depois, em 17 de novembro de 2016, chegou o julgamento.

E o resultado surpreendeu muita gente: Ana foi absolvida por unanimidade pelo júri popular.

Sete testemunhas confirmaram elementos da história apresentada por ela, e o próprio promotor entendeu que a situação havia chegado ao ponto em que ela não tinha mais outra saída. Segundo ele, a Justiça havia falhado ao não protegê-la quando ela pediu ajuda repetidamente.

Quando perguntaram se ela sentia remorso pelos disparos, Ana respondeu que estava aliviada e que preferia viver na prisão a voltar a sofrer toda aquela violência.

Ela não foi absolvida porque os 12 tiros foram ignorados.

Foi absolvida porque o júri considerou todo o contexto de violência, perseguição, ameaças e tentativas anteriores de obter proteção e entendeu que ela havia agido em legítima defesa.

O caso deixou uma pergunta difícil:

Quantas vezes uma mulher precisa denunciar que está sendo perseguida e ameaçada antes que alguém realmente a proteja?





domingo, 16 de agosto de 2026

'Não queira me dizer o que é certo ou errado!'


 As pessoas parecem sempre bem nas redes sociais...


Não sentem tristeza, ou se sentem, não procuram demostrar.

Sempre como um manequim de vitrine, felizes...!

Existe um tabu, uma norma, um fôrma. É como se fosse um padrão de que temos que demonstrar, um perfil do qual muita gente se engana com a realidade.

Muitos casais que traem, postam fotos felizes!!

Outros casais não podem postar, porque o esposo ou a esposa é de outra pessoa.

Nós não somos robóticos e alienados.

Ninguém sabe das nossas dores, vícios, ansiedades, problemas. Ninguém posta fotos se drogando. 

Somos pessoas reais 

Ninguém posta foto (#dia de faxina), mas quando posta, faz para sensualizar, para obter 'likes', para vender conteúdo adulto (onde não vejo nenhum problema nisso).

Ninguém posta (# hoje vamos comer arroz com ovo), mas posta um sorriso falso em um local onde mal consegue pagar a conta de um simples cafezinho.

Parece que estamos em uma vitrine e quem gosta e quem não gosta de você, vive se alimentando daquilo que você expõe.

Ninguém posta foto fazendo ignorância com sua mulher, e vice versa.

Gente vamos ser realistas!! Vamos parar com essa ideologia de que você tem que ser igual a todo mundo.

"Sua mãe não disse isso a você!" Lembra? 

Quem paga minhas contas sou eu, quem resolve meus problemas sou eu, então não queira me dizer o que é certo ou errado. Sou o que sou, do jeito quer sou, com quem eu quero!

Posso te ouvir! Já te limitar como uma robótica, nunca.

Meus valores e meus princípios são inegociáveis.

Então saia da sua zona de conforto e seja quem você é de verdade.

Hoje minha noite é mais uma de tantas outras, dor... e dor... e 'tá' tudo certo.

Não sou uma mulher perfeita, tenho meus altos e baixos, mas muitas vezes, sinto que estou morrendo em vida!


SOCORRO!!!

Baseado em texto de Célia Tavares (servidora pública municipal)
Texto adaptado: Pery Salgado (jornalista)
Imagens: arquivo CULTURARTE
Realização: PR PRODUÇÕES






sexta-feira, 14 de agosto de 2026

CULTURARTE 315 - agosto de 2026

CULTURARTE 315 - agosto de 2026



- 15 de agosto, dia da padroeira de Maricá, Nossa Senhora do Amparo. Conheça um pouco da história da construção da Matriz que completa 224 anos.
- Jacintho Caetano: os 126 anos do maior progressista de Maricá. O homem que mudou a história da cidade, trazendo progresso como até hoje nenhum outro fez!
- O nascimento da 'Jumentinha JUJU', uma criação de Mariangela Giuliane.

Tudo isso na edição de agosto do Informativo CULTURARTE, já circulando nas versões on line e revista eletrônica.










quinta-feira, 13 de agosto de 2026

SANTUÁRIO DE ZÉ PILINTRA NA RUA 90 EM CORDEIRNHO REÚNE DOIS GRANDES ARTESÃOS (vídeo)

 


Além de ser um local acolhedor comandado por Kássia Júnia e Fábio (um casal literalmente porreta e que sabe muito bem te receber, além de Kássia ser uma grande chef de cozinha com magníficos quitutes), o CHOPP 90 PRAIA, localizado na mais tradicional rua de Cordeirinho (a rua 90), possui um cantinho sagrado dedicado aos Orixás e em especial ao 'Seu Zé Pilintra'.

As obras ali apresentadas são dos artesãos Pricilla Darmont e Wendell Dantas, que fazem um trabalho único naquilo que produzem com muito amor e axé.


Vale a pena visitar o local (aberto de terça à domingo, das 10 às 22 horas - em dias de shows sem hora para fechar) para sua apreciação, devoção e para depois degustar dos petiscos de Kássia e do melhor chopp da região (com inúmeras outras opções), lembrando que o CHOPP 90 PRAIA serve refeições e na sexta feira é dia da melhor e mais bem servida feijoada de Maricá.

Confira o vídeo abaixo: