quarta-feira, 6 de maio de 2026

"Entre a mulher de casa e a mulher da rua: a diferença que muitos só enxergam tarde demais"

1. A mulher de casa é alicerce. A da rua é fachada.

A mulher que está em casa cuida, educa, sustenta e constrói. Ela é presença real, não filtro de rede social. 


A outra aparece bonita, leve e sorridente, mas só mostra o que quer — e quase nunca é o que realmente é.

2. A esposa conhece os detalhes que ninguém vê.

Ela sabe do teu silêncio, da tua dor, das tuas lutas diárias. Ela enfrenta contigo. 


Já a mulher da rua só te procura quando você está por cima — quando tem algo a oferecer. Ela não quer tua alma, só tua aparência.

3. A de casa acorda cedo, dorme tarde e quase sempre cansada.

Mas ainda assim encontra forças pra cuidar de tudo. Lava, passa, cozinha, cuida dos filhos, trabalha fora e ainda tenta ser boa esposa. 

Enquanto a da rua… só aparece pronta, perfumada, fingindo ser “mais leve” porque não carrega nenhum fardo.

4. A mulher de casa é profunda. A da rua, muitas vezes, é vazia.

Ela tem conteúdo, tem histórias, tem passado contigo. 


Já a outra sabe usar palavras certas, maquiagem perfeita e um sorriso ensaiado. Ela alimenta o ego, mas não sustenta o coração.


5. A da rua oferece prazer. A de casa entrega amor.

Prazer momentâneo qualquer um pode dar. Mas amor verdadeiro exige entrega, sacrifício, paciência. Só quem constrói sabe o preço da fidelidade. A mulher de casa quer te proteger.

A da rua quer te impressionar. 

6. A ilusão sempre parece mais bonita… até destruir o que era real.

Muitos homens só percebem a diferença entre tesão e amor depois que perdem tudo. Trocam um lar inteiro por uma fantasia que dura poucos dias. E quando a máscara cai, não tem mais colo pra voltar.

7. A mulher de verdade não é perfeita — mas é inteira.

Ela erra, chora, grita, mas está ali. Lutando. Amando. Resistindo. Ela merece ser vista, ouvida, valorizada. E não comparada com quem só aparece quando convém.

REFLEXÃO FINAL:

Quem troca raízes por ventos, sempre acaba perdido.

Quem abandona uma rainha por uma aventura, cedo ou tarde será tratado como peão.

Valorize quem constrói contigo. Porque depois que o lar desaba, é tarde demais pra perceber quem era de verdade.

Texto: Angela Nascimento
Imagens: arquivo CULTURARTE
Realização: PR PRODUÇÕES





terça-feira, 5 de maio de 2026

Adeus tintura agressiva: a tendência que disfarça cabelos brancos com efeito natural e luminoso


 A coloração total com amônia, aplicada do couro cabeludo às pontas a cada três ou quatro semanas, já não é a única resposta para quem quer manter os cabelos brancos sob controle. Uma abordagem diferente ganhou espaço nos salões brasileiros e entre cabeleireiros que trabalham com colorimetria de resultado: usar tonalizantes suaves combinados com técnicas de iluminação para integrar os fios brancos ao restante do cabelo, criando um visual luminoso que parece intencional em vez de cobertura forçada. O resultado é mais leve, dura mais e exige retoques com muito menos frequência.

Por que os tonalizantes suaves funcionam melhor do que a tinta convencional para muitas pessoas?

A diferença fundamental entre o tonalizante e a tinta oxidante convencional está na composição. A tinta de cobertura total usa peróxido de hidrogênio em concentrações altas para abrir a fibra capilar e depositar pigmento no interior do fio. Esse processo funciona, mas compromete progressivamente a estrutura do cabelo a cada aplicação, especialmente em fios que já têm a textura alterada pelo surgimento dos brancos, que tendem naturalmente a ser mais porosos e ressecados. O tonalizante tem formulação sem amônia e com concentração de peróxido muito menor, o que significa que age principalmente na superfície e nas camadas externas da fibra capilar sem abrir completamente a cutícula.

O resultado visual é diferente do que a tinta convencional entrega, e é justamente essa diferença que muitas pessoas passaram a valorizar. O tonalizante não cobre completamente os cabelos brancos que encontra, ele os matiza, suaviza e integra ao tom geral do cabelo. Quem tem 30% de fios brancos concentrados em certas regiões, como as têmporas e o alto da cabeça, termina com um resultado que parece uma iluminação natural em vez de uma tentativa de esconder algo.

Quais técnicas de iluminação integram os fios brancos ao invés de escondê-los?

As técnicas de iluminação mais usadas para integrar cabelos brancos ao restante do cabelo trabalham com o princípio do blend: em vez de criar contraste entre o pigmentado e o branco, o objetivo é criar gradações e transições que tornam a distinção entre os fios invisível ou propositalmente estética. As abordagens mais eficazes nos salões brasileiros incluem:

- Mechas finas distribuídas estrategicamente nas regiões com maior concentração de cabelos brancos, que diluem o contraste ao criar fios claros intencionais ao redor dos brancos naturais, tornando a diferença visualmente imperceptível

- Iluminação ao redor do rosto com tons próximos ao dourado suave ou ao mel claro, que além de integrar os brancos naturais criam luminosidade que valoriza as feições e rejuvenesce o visual sem o efeito pesado de uma tinta de cobertura total

- Babylights, mechas muito finas e delicadas que imitam o efeito de cabelo iluminado pelo sol, especialmente eficazes para quem tem os brancos distribuídos de forma mais uniforme pelo comprimento do cabelo

- Balayage em tons quentes ou neutros que se fundem com os brancos existentes, criando um degradê natural do couro cabeludo às pontas sem linha de demarcação visível entre o processado e o natural

Como a saúde da fibra capilar influencia o resultado dessas técnicas?

As técnicas de iluminação entregam resultado muito superior em fios com boa saúde estrutural do que em fios danificados por processos químicos anteriores. A fibra capilar que passou por colorações agressivas repetidas tem cutícula comprometida, o que significa que o pigmento dos tonalizantes não se deposita de forma uniforme e o resultado final costuma ser irregular, com algumas regiões mais saturadas e outras desbotando rapidamente. Por isso, quem está migrando de tinta convencional para essa abordagem mais suave frequentemente precisa de uma etapa de recuperação da fibra capilar antes de conseguir resultados consistentes com os novos produtos.

Cronogramas capilares que alternam hidratação, nutrição e reconstrução ao longo das semanas devolvem à fibra capilar a estrutura necessária para receber os tonalizantes e manter a cor por mais tempo. Fios saudáveis retêm pigmento com muito mais eficiência do que fios porosos, o que na prática significa que o intervalo entre retoques aumenta e o gasto total com manutenção diminui.

Qual é a rotina de manutenção para prolongar o efeito natural e luminoso?

Manter o resultado das técnicas de iluminação combinadas com tonalizante depende de uma rotina que protege tanto a cor quanto a saúde dos fios. A cor de tonalizantes tem durabilidade menor do que a tinta convencional, geralmente entre quatro e seis semanas dependendo da porosidade da fibra capilar e da frequência de lavagem. Para prolongar o máximo possível esse intervalo:

- Usar shampoo específico para cabelo com coloração, formulado com pH levemente ácido que mantém a cutícula fechada e retarda o desbotamento do pigmento a cada lavagem

- Aplicar máscara hidratante semanalmente, priorizando produtos com ativos que selam a cutícula e preservam o brilho que é uma das principais características visuais do resultado com tonalizante

- Reduzir a frequência de lavagem quando possível, pois cada shampoo remove progressivamente o pigmento depositado pelas técnicas de iluminação e pelo tonalizante, especialmente nos primeiros dias após o processo

- Aplicar protetor térmico antes de usar chapinha, secador ou babyliss, pois o calor abre a cutícula da fibra capilar e acelera a perda de cor e de hidratação ao mesmo tempo

- Evitar exposição solar prolongada sem proteção, usando leave-in com filtro UV nos dias de maior exposição para preservar tanto a saúde dos fios quanto a tonalidade obtida com o processo

Esse caminho é indicado para qualquer quantidade de cabelos brancos?

A abordagem funciona bem para quem tem até cerca de 60 a 70% dos fios com pigmentação reduzida. Abaixo desse percentual, a combinação de tonalizante com técnicas de iluminação costuma entregar resultados muito satisfatórios, com cobertura visual suficiente dos cabelos brancos e sem o compromisso de retoque mensal. Para quem tem um percentual muito alto de brancos e deseja cobertura completa, a tinta convencional ainda pode ser necessária, mas mesmo nesse caso as técnicas de iluminação podem ser incorporadas ao processo para criar transição mais natural na raiz e reduzir o contraste que aparece quando o cabelo novo cresce.

A tendência que integra em vez de esconder representa uma mudança de mentalidade sobre como lidar com os cabelos brancos. A fibra capilar sai mais saudável de processos menos agressivos, os resultados têm aspecto mais natural, e o intervalo entre os retoques alivia tanto o bolso quanto o tempo dedicado à manutenção. Para quem passou anos presas ao ciclo da cobertura total a cada três semanas, descobrir que existe uma alternativa que respeita o cabelo e ainda entrega um visual contemporâneo é, na prática, uma mudança que melhora a relação com o próprio cabelo de forma duradoura.


Pesquisa: Pery Salgado (jornalista)
Imagens: arquivo CULTURARTE
Realização: PR PRODUÇÕES






segunda-feira, 4 de maio de 2026

Sexualidade no câncer de mama: especialista rompe tabu no tratamento

Enfermeira do INCA cria ambulatório pioneiro e alerta para negligência no cuidado com mulheres


Falar sobre sexo ainda é um desafio para muitas pessoas. No contexto do câncer de mama, o tema se torna ainda mais delicado — e frequentemente ignorado. É esse silêncio que a enfermeira e sexóloga Íris Bazílio decidiu enfrentar ao longo de sua atuação no Instituto Nacional do Câncer (INCA) e na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Iris tem um site onde trata do tema com muitas informações, respeito e responsabilidade (https://irisbazilio.com/).

Segundo a especialista, há uma espécie de “apagamento” da sexualidade feminina durante o tratamento oncológico, especialmente em casos de câncer de mama. Para ela, o problema não é apenas a doença, mas a falta de abordagem adequada sobre o tema dentro do sistema de saúde.

Sexo e câncer não são água e óleo. O prazer pode trazer benefícios como melhora da imunidade, alívio da dor e do sono”, afirma.

Impacto além do físico

De acordo com Íris, o impacto do câncer vai além das alterações físicas. A perda da mama, por exemplo, pode provocar um processo de luto ligado à identidade e à autoestima da mulher.

Ela relata que muitas pacientes enfrentam dificuldades para reconhecer o próprio corpo após procedimentos como a mastectomia, o que afeta diretamente a forma como se relacionam consigo mesmas e com os outros, embora após o processo de aceitação, algumas superam de forma magnífica.

Libido e silêncio no atendimento

Outro ponto observado nas consultas é que a perda de libido, em muitos casos, já existia antes mesmo do diagnóstico. No entanto, esse aspecto raramente é abordado durante o tratamento.

Entre os efeitos relatados estão ressecamento vaginal, dor durante a relação e queda da autoestima. Para a especialista, o tratamento oferecido costuma ser superficial diante de um cenário complexo que envolve aspectos físicos, emocionais e culturais.

Ambulatório pioneiro

Para ampliar o cuidado, Íris criou um ambulatório de sexualidade voltado a mulheres com câncer de mama no hospital do INCA, considerado pioneiro no país. A proposta é oferecer um atendimento integral, que leve em conta a história de vida, crenças e experiências das pacientes.

Além do atendimento presencial, a profissional também desenvolveu uma metodologia online, ampliando o acesso ao tema para pacientes de diferentes regiões do Brasil.

Falta de preparo e tabu

Segundo a especialista, o silêncio sobre sexualidade nos ambientes de saúde está ligado tanto à falta de formação dos profissionais quanto a barreiras culturais.

Ela destaca que muitos profissionais não se sentem preparados para abordar o tema, o que contribui para a manutenção do tabu e para a ausência de diálogo com os pacientes.

Redescoberta possível

Apesar dos desafios, Íris afirma que é possível reconstruir a relação com o próprio corpo e com o prazer, mesmo durante o tratamento oncológico.

A profissional também atua com palestras e produção de conteúdo, com o objetivo de ampliar o debate e democratizar o acesso à informação sobre sexualidade na oncologia.

Quem é Íris Bazílio

Íris Bazílio Ribeiro é enfermeira há quase 30 anos, com formação acadêmica em instituições como a UFRJ e a UERJ. Atua no INCA e na Maternidade Escola da UFRJ, com foco em oncologia, sexualidade feminina e saúde emocional.

Mestre e Doutora em Saúde da Mulher e Oncologia. Especialista em Oncologia, Sexualidade e Neurociências, atua como pesquisadora, orientadora e palestrante nas áreas de saúde, sexualidade e desenvolvimento humano.

Servidora Pública Federal, integra o INCA - Instituto Nacional do Câncer e a UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde desenvolve atividades assistenciais, científicas e acadêmicas.

Fundadora e CEO do Instituto Iris Bazilio (https://irisbazilio.com/), criou o Ambulatório de Sexualidade para mulheres com câncer de mama, iniciativa pioneira voltada à reabilitação sexual com base em enfermagem, neurociência e práticas integrativas.

É Sexóloga, Terapeuta Holística, Mentora certificada, Reprogramadora Mental e escritora de diversos eBooks na área de sexualidade, saúde emocional e transformação pessoal. https://irisbazilio.com/