Às vezes, o mergulho mais profundo não é no mar… é dentro de si.
Mergulhar em si mesmo exige coragem.
Coragem para encarar silêncios, feridas, memórias e também potências esquecidas.
No fundo, a gente não se perde, a gente se encontra.
Autoconhecimento não é sobre se consertar, é sobre se compreender.
E quando você se compreende, você se acolhe.
Permita-se mergulhar.
O que você procura lá fora pode estar esperando por você aí dentro.
Entre o ir e vir das ondas, eu aprendi que reconstruir não é voltar ao que era, é permitir-se ser algo novo.
A água toca, invade, bagunça a areia… e depois recua. Mas nada volta exatamente ao mesmo lugar. A marca dos pés muda, o desenho da areia muda, e a gente também.
Recomeçar é isso: aceitar que algumas partes serão levadas, outras precisarão ser reconstruídas, e que há beleza nesse processo.
Nem sempre é confortável. Às vezes dói. Às vezes parece que tudo foi desfeito. Mas é no movimento que descobrimos nossa força.
O autoconhecimento nasce quando paramos de lutar contra a maré e começamos a observar:
O que essa fase está tentando me ensinar?
O que precisa ficar?
O que já pode ir?
Reconstrução não é fraqueza.
Recomeço não é derrota.
É maturidade emocional.
É coragem silenciosa.
É escolher, todos os dias, dar um novo passo mesmo com os pés ainda molhados da última onda. É deixar cair as máscaras.
Porque toda maré que recua abre espaço para um novo horizonte, para uma nova vida, ou para um novo momento!
Imagens: arquivo CULTURARTE
Realização: PR PRODUÇÕES






























































