quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Brasileira é eleita pela 2ª vez a mais bonita entre criadoras de conteúdo adulto 60+

 Gaúcha Ivy Mena fala sobre etarismo no mercado de conteúdo adulto e defende que a sensualidade não desaparece com o passar dos anos


Ivy Mena foi eleita pela segunda vez consecutiva a criadora de conteúdo adulto 60+ mais bonita do mundo pela Playboy África do Sul. A conquista, no entanto, representa para a gaúcha algo que vai além de um título ligado à aparência. Ao falar sobre a experiência, ela chama atenção para os desafios enfrentados por mulheres maduras que decidem explorar a própria sensualidade e afirma que o etarismo também está presente em um mercado frequentemente associado à liberdade sexual.

Quando recebeu o reconhecimento pela primeira vez, Ivy conta que pensou no impacto que a escolha poderia ter sobre outras mulheres da mesma faixa etária. Para ela, a visibilidade ajuda a questionar a ideia de que o envelhecimento significa abrir mão da sensualidade ou do desejo de se sentir atraente.

"Muitas mulheres chegam aos 60 e começam a acreditar que não podem mais ser sensuais, como se essa fase da vida tivesse acabado. Quando fui eleita pela primeira vez, pensei justamente nisso: em quantas mulheres poderiam olhar para mim e perceber que não existe uma idade para deixar de se sentir desejada", afirma.

Na avaliação da criadora de conteúdo, o preconceito relacionado à idade não fica de fora desse universo. Ela diz perceber uma diferença na forma como homens e mulheres são vistos à medida que envelhecem, especialmente quando o assunto é desejo.

"Existe etarismo também na criação de conteúdo adulto, e acredito que para a mulher ele pesa ainda mais. Um homem de 50 ou 60 anos pode envelhecer, ficar grisalho e continuar sendo visto como sensual. A mulher parece ter que continuar jovem para ser desejada. Quando ela assume a idade e continua se mostrando, ainda causa estranhamento", diz.

A reação do público também mudou a maneira como Ivy lida com perguntas sobre a própria idade. Segundo ela, questionamentos sobre quando pretende parar de produzir conteúdo, comentários relacionados aos anos de vida e até ataques fizeram com que deixasse de informar a idade exata. Hoje, prefere se definir apenas como 60+.

"Hoje, quando me perguntam minha idade, respondo apenas que sou 60+. Parei de contar porque entendi que a idade cronológica diz muito pouco sobre quem você é. O que importa é como você se sente, a vontade que tem de viver, de se cuidar, de se sentir bonita e desejada. Eu não tenho uma data para deixar de ser quem sou só porque os anos estão passando", conclui.

De advogada a estrela internacional: quem é Ivy Mena, eleita a influenciadora 60+ mais bonita do mundo

Criadora de conteúdo diz que se via como 'uma dona de casa tradicional' antes de transformar por completo sua trajetória.

Aos 60 anos, a gaúcha Ivy Mena foi escolhida pela Playboy da África do Sul como a criadora 60+ mais bonita do planeta, após um processo internacional que avaliou mulheres acima dessa faixa etária. Antes da mudança de trajetória, ela trabalhou como advogada da Vara de Família e acumulou anos em cargos de gerência no setor privado, além de dedicar grande parte da rotina à vida doméstica e ao cuidado com a família. A virada aconteceu quando decidiu abandonar a carreira tradicional e construir uma presença digital que chamou a atenção da revista durante a seleção.

A escolha de Ivy foi confirmada diretamente pela Playboy da África do Sul em um post publicado no perfil oficial da revista. Na publicação, a equipe afirma que realizou uma busca mundial nas redes sociais para encontrar a criadora 60+ mais bonita do planeta e que "a internet nos levou diretamente até ela".

O texto apresenta Ivy como "uma das criadoras 60+ mais deslumbrantes do mundo", destacando sua confiança, sensualidade e presença atemporal, atributos que, segundo a revista, comprovam que "a beleza não segue a idade, ela escreve suas próprias regras".

Antes de mudar de vida, Ivy Mena vivia o que ela mesma descreve como uma "tripla jornada". Trabalhava como advogada da Vara de Família e, mais tarde, em cargos de gestão, e ao chegar em casa assumia todas as responsabilidades com filhos, pets e rotina doméstica.

"Era um desgaste enorme, com cobranças absurdas no trabalho e outra maratona esperando quando eu chegava em casa", explicou. Ela conta também que convivia com comentários preconceituosos devido à idade, ouvindo frases como "vai lavar louça" ou "vai cuidar de neto", mas garante que aprendeu a filtrar essas críticas. "Eu não me apego a isso. Eu me concentro no positivo", afirma Ivy.

Com o aumento da visibilidade, Ivy passou a receber mensagens de mulheres da mesma faixa etária curiosas sobre sua rotina de autocuidado e a maneira como mantém a aparência. "Elas me perguntam como eu me cuido, quem foi o médico que fez alguma coisa em mim, se fiz algum procedimento", relata.

Ivy explica que nunca teve condições financeiras para tratamentos caros e que sempre apostou no que estava ao seu alcance. "Eu me cuidava da forma que podia. Com filhos pequenos, não tinha como ir para a academia, então fazia exercícios em casa, cuidava da alimentação e usava cremes simples, os mais baratos mesmo. Eles funcionam também", afirma. Para ela, a base de tudo está no emocional: "O principal é a mente. Uma mente tranquila muda tudo. A autoestima vem de dentro".

Ao relembrar sua rotina anterior, Ivy reforça que o esgotamento foi determinante para sua mudança. "As metas eram absurdas, sempre queriam mais. Eu chegava ao limite", desabafa. 


Fora do expediente, vinha a sequência de tarefas domésticas e familiares: "Era uma tripla jornada que nunca terminava". Segundo ela, a transição trouxe alívio e organização. "Essa mudança me trouxe mais paz e me permitiu ajustar minha vida de um jeito que nunca consegui antes", observa.

Hoje, Ivy encara essa virada como uma decisão pessoal que lhe devolveu autonomia e bem-estar. Ela diz que o fundamental foi ter se permitido romper com uma rotina que já não refletia quem ela era. 

"A gente pode mudar de caminho em qualquer fase da vida, sem precisar se limitar ao que esperam da gente", aponta a criadora de conteúdo, concluindo: "Não existe idade para recomeçar", concluiu.